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Oportunismo no “Pré-beijaço contra a homofobia na USP”

maio 6, 2010
A posição do jornal ("O Parasita") é um pouco do que enfrentamos em nosso dia a dia", disse Bárbara Coelho, estudante de letras da USP (na foto, de cabelo curto, ela beija a namorada). (Foto: Emilio Sant'anna/G1)

A posição do jornal ("O Parasita") é um pouco do que enfrentamos em nosso dia a dia", disse Bárbara Coelho, estudante de letras da USP (na foto, de cabelo curto, ela beija a namorada). (Foto: Emilio Sant'anna/G1)

O evento que aconteceu nesta terça-feira, 4 de maio, um pré-beijaço (kiss-in) como uma convocação do evento marcado para o dia 20 de maio contra a homofobia do jornal “O Parasita”, que incitou alunos da farmácia a jogarem “merdas” em gays para ganhar um convite VIP para uma festa universitária, acabou virando palco para entidades estudantis com palavras de ordens alheias do motivo principal do beijaço.

Muitas palavras de ordens mas pouco debate sobre a homofobia dentro da USP foi o que testemunhou o Augusto Patrini (leia o seu depoimento no box abaixo), estudante da faculdade de História da USP e que está a frente na organização não partidária do beijaço como também esteve no kiss-in que aconteceu na Avenida Paulista a favor do 3° Plano Nacional de Direitos Humanos, PNDH3.

Beijo homossexual mesmo, parece que só ficou para inglês ver, pois as mais de 400 pessoas presentes no evento tiveram que ouvir silenciosas os discursos e as palavras de ordem daqueles que aproveitaram a luz do holofote sobre o palco.

Dia 20 é o dia oficial do kiss-in contra a homofobia de um jornaleco, que além de virtual, não representa a maioria dos estudantes da farmácia e muito menos da USP.

Que para este dia, todos que participaram do pré-beijaço ajudem a multiplicar a participação de mais pessoas indignadas contra o preconceito e discriminação. Que neste dia, haja a participação de todas entidades, estudantis ou não, LGBTs ou não, para discutir e combater a homofobia, que só cresce no Brasil.

O beijo gay é sim uma arma poderosa contra os homofóbicos de plantão, saibam usa-lo bem.

O Augusto Patrini, @Guttto no Twitter, esteve presente no evento e nos fez um testemunho:

“Penso que o evento foi interessante, positivo por marcar posição contra a homofobia. Reuniu entre 400 e 500 alunos. A grande maioria da FFLCH e ECA.

Entretanto aconteceu, ao meu ver, uma atuação oportunista de correntes de ultra esquerda do movimento estudantil (Contulas, PSTU, etc), além de burocracias LGBT (Prisma etc) que usaram o evento para legitimar-se politicamente.

Falou-se muito da greve dos funcionários, e outros problemas na universidade; enquanto a maioria dos estudantes presentes estava lá para protestar contra a homofobia, e não para falar de outras questões. Estudantes não acostumados com o discurso radical do movimento estudantil acabaram sendo desmotivados por esse oportunismo.

Não houve muito espaço para debater a questão entre os vários setores da Universidade. Entre os vários estudantes não integrantes de movimentos políticos ou organizados.

Também não ouve nenhuma menção a iniciativa de estudantes (não organizados) em chamar um beijaço para o dia 20/05 no mesmo gramado da faculdade de farmácia (ex:  BEIJOS PARA DESPARASITAR A FARMÁCIA USPIANA) Ainda por cima rolou uma crítica meio velada a proposta de se fazer um beijaço. Como se um beijaço fosse algo despolitizado.

Achei que aconteceu algo que acontece muito no movimento estudantil: algumas correntes políticas tentam de forma antidemocrática enfiar suas metas, discurso, e revindicações goela abaixo de todos estudantes. Estabeleceu-se claramente um hierarquia entre aqueles que falavam detentores de “cargos” no DCE e outras burocracias e os estudantes “normais” que estavam lá para protestar contra a homofobia.

O evento, mesmo tendo marcado posição, não contribuiu para fomentar o debate sobre a homofobia na USP. Pareceu-nos, como fomos nós que tivemos a ideia de chamar um beijaço, que o DCE e o Grupo Prista atribuem-se o papel de únicas vozes legítimas para fomentar e debater a questão da homofobia na Universidade de São Paulo.

O tom agressivo das falas também não deu espaço para que estudantes de farmácia se colocassem, para dizer que nem todos nesta faculdade são homofóbicos. Certamente os estudantes de farmácia que lá estavam sentiram-se acuados pelo tom bastante exaltado da maioria das falas.”

Augusto Patrini
Estudante de mestrado em História Social USP

Leia o texto convocando para o beijaço:

BEIJOS PARA DESPARASITAR A FARMÁCIA USPIANA

O pasquim “O Parasita”, editado pelos estudantes de Farmácia da USP publicou em sua última edição uma promoção polêmica. O texto explicitamente homofóbico, com pretensões satíricas convidava os alunos a jogar fezes em alunos gays que freqüentam o campus. Os editores prometiam em troca “convites” gratuitos para a Festa Brega.

Em um Estado democrático é intolerável que tal comportamento declaradamente homofóbico – e mais ainda -, violento e ameaçador, seja tolerado e encontre eco.

A sociedade não pode ficar refém daqueles que abusam de seu direito à liberdade de expressão ou mesmo de imprensa para atacar covardemente – lembrem-se que o texto foi escrito de forma anônima – uma parcela da população brasileira, seja ela qual for.

Vale lembrar que a Constituição Federal veda o anonimato, assim com a lei condena a homofobia e, acima de tudo, defende a dignidade humana e os direitos humanos A sociedade deve repudiar tais atitudes: a homofobia, a violência e a ameaça.

Um ambiente acadêmico e de alto nível como a USP não pode ser palco para demonstrações preconceituosas e para a perpetuação de lugares-comum e estereótipos preconceituosos e discrepantes ao ambiente e à humanidade.

O respeito e a convivência com semelhanças e diferenças é um princípio básico para a coexistência humana e, o ambiente acadêmico deve ser marcado com este respeito e este convívio para que seja perpetuado e reproduzido.

Longe de aceitar que o assunto seja tratado como mera brincadeira inconsequente ou como algo corriqueiro, a sociedade, e a comunidade uspiana, devem agir de forma decidida, firme e direta, contra este tipo de demonstração incompatível com a vida em sociedade.

Um beijo, contração e distensão muscular, encontro de corpos que só se dá na liberdade. Na farmacopéia da terapêutica da existência, não há receita melhor para combater o parasitismo que gera a discriminação e a homofobia que o exercício democrático da liberdade. Liberdade, que para a jazzista Nina Simone, é não precisar sentir medo do outro. Beijar é, politicamente, o ato mais simples que o desejo pode construir. Ainda mais, se ele unir a liberdade à terapêutica anti-parasitária e à uma profilaxia do existir. Sem frustrações, sem dor, sem medo. Beijar é um ato político, ao mesmo tempo simples e radical. Uma forma de alargar o espaço da liberdade e da democracia.

Nada que os parasitados Parasitas, homofóbicos (com ênfase no fóbicos, pois que o medo que eles cultivam é o pai da violência que os domina), suportem. Ver um beijo livre é a dor suprema para quem teve os lábios selados pelo parasitismo da frustração.

Por isso, e para enfraquecer essa força coercitiva que se insinua como predominante no curso de Farmácia da USP, é que convocamos todas as pessoas livres (ou seja, quem quiser e puder participar), para um beijaço (Kiss IN), no dia 20 de maio, às 18:30 horas, em frente ao prédio da Farmácia/USP[1]

“Tire o seu parasitismo da frente, que eu quero passar com o meu amor”.

Todos aqueles que se sentirão ofendidos pelo texto de ódio, brasileiros ou não, homossexuais ou não, estão convidados para participar desse ato independente de sua orientação sexual.

Texto coletivo: @Guttto @polivocidade @vinnywizard @tsavkko

[1] Av. Prof. Lineu Prestes, 580 São Paulo – SP

Leia na mídia:

O superior interesse reconhecido por um tribunal superior

maio 4, 2010

A advogada do direito homoafetivo, Maria Berenice Dias (foto Giovani Paim)

A Constituição Federal considera a família a base da sociedade, a merecer a especial proteção do Estado (CF 226). Não é por outro motivo que assegura a crianças e adolescentes, com absoluta prioridade, um punhado de direitos fundamentais, entre eles, o direito à convivência familiar (CF 227).

Certamente esta foi uma das razões que levou um casal de mulheres, que desejavam realizar o sonho da maternidade, a resgatar dois irmãos, cujos pais haviam sido destituídos do poder familiar e que se encontravam abrigados à espera de um lar.

O temor de não ser admitida a dupla habilitação fez com que somente uma delas pleiteasse a adoção, sem revelar a natureza homoafetiva da família que os filhos iriam integrar. Deferida a adoção, a falta de vínculo jurídico de uma das mães com os filhos encorajou-a a pleitear em juízo o reconhecimento da filiação estabelecido entre eles. Afinal queria assumir todos os encargos decorrentes do poder familiar de modo a que a prole não ficasse alijada de direitos com relação a uma das mães pela inexistência de certificação registral. Comprovada a filiação socioafetiva com as duas mães, o magistrado acolheu a ação admitindo a dupla maternidade. Com certeza era a única forma de dar efetividade ao comando constitucional de assegurar-lhes proteção integral.

No entanto, alegando exatamente afronta ao mesmo princípio, o Ministério Público recorreu da sentença visando impedir que o registro de nascimento das crianças retratasse a realidade da vida, ou seja, que elas de fato tinham duas mães.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em decisão inédita, negou o recurso mantendo a sentença e o direito da cons tituição do duplo vínculo de filiação. Mais uma vez o Ministério Público recorreu. Alegando desrespeito a normas legais e constitucionais, interpôs recurso especial perante o STJ e recurso extraordinário junto ao STF. Dois recursos e um único fundamento: nem a lei e nem a Constituição reconhecem as uniões de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Deste modo, admitir que crianças e adolescentes tenham duas mães afrontaria o princípio da proteção integral.

De forma corajosa e absolutamente inovadora, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou o recurso reafirmando o entendimento já consolidado na Corte: nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança. Disse o Relator, Ministro Luis Felipe Salomão: este julgamento é muito importante para dar dignidade ao ser humano, para o casal e para as crianças. O Presidente da Turma julgadora, Ministro João Otávio de Noronha destacou: Nestes casos, há de se entender que o interesse é sempre do menor, e o interesse dos menores diante da melhoria da situação social é a adoção.

Deste modo, a partir da diretriz ditada pelo Superior Tribunal de Justiça perdem significado as preconceituosas tentativas do legislador de proibir a adoção por homossexuais. Os projetos de lei neste sentido estão maculados de flagrante inconstitucionalidade exatamente por afrontarem o princípio do melhor interesse de crianças e adolescentes que preserva o direito à convivência familiar com absoluta prioridade.

E, enquanto não existir lei reconhecendo o direito à convivência familiar independente da orientação sexual, cabe aos juízes atentar ao que afirmou o Ministro João Otávio de Noronha no referido julgamento: Não estamos invadindo o espaço legislativo. Não estamos legislando. Toda construção do direito de família foi pre toriana. A lei sempre veio a posteriori.

Esta é a responsabildiade do Poder Judiciário que não pode condenar ninguém à invisibilidade pela absoluta inércia preconceituosa do legislador. Mais uma vez a Justiça cumpre com o seu papel de fazer justiça.

Garotinho mistura política, religião e homofobia em eventos evangélicos

maio 2, 2010
Pré-candidato Garotinho pelo PR para governador do RJ faz discurso contra casamento gay (foto: Marcelo Pio/O Globo)

Pré-candidato Garotinho pelo PR para governador do RJ faz discurso contra casamento gay (foto: Marcelo Pio/O Globo)

O pré-candidato ao governo do Estado do Rio pelo PR, Anthony Garotinho, vem percorrendo o estado em eventos evangélicos marcados por ataques aos adversários, discursos homofóbicos e pedidos de voto. É o que mostra reportagem de Cássio Bruno, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO.


Link do vídeo

“Se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo”, canta o músico gospel Emanuel de Albertin, ao lado de Garotinho, na presença de cinco mil evangélicos durante culto em Belford Roxo, município pobre da Baixada Fluminense.

O evento, organizado pela Rádio Melodia, faz parte da chamada Caravana Palavra de Paz, realizada em cima de um caminhão, com direito a shows e pregações eleitoreiras, e que está percorrendo todo o estado. ( Áudio: Garotinho faz discurso homofóbico )

A reportagem mostra que Garotinho não poupa críticas ao governador Sérgio Cabral, que disputará a reeleição pelo PMDB. Ele o acusa de acabar com projetos sociais de quando ocupava o cargo (entre 1999 e 2002), entre eles o Cheque Cidadão. Aos fiéis, o ex-governador refere-se a Cabral como “traidor” e pede “perdão” por tê-lo apoiado nas eleições de 2006.

O Gabeira e o Sérgio Cabral são a favor (do casamento gay). O governador patrocina Parada Gay em Copacabana

O deputado federal Fernando Gabeira (PV), outro pré-candidato ao governo do Rio, também não escapa das acusações. Falando sobre homossexualidade, Garotinho o ataca quando Emanuel de Albertin pergunta aos fiéis, aos políticos e aos pastores quem é a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo. Todos dizem ser contra. Garotinho emenda:

- Todos não. O Gabeira e o Sérgio Cabral são a favor. O governador patrocina Parada Gay em Copacabana.

Procuradora representará no TRE

A procuradora regional eleitoral do Estado do Rio, Silvana Batini, analisou as imagens e os áudios da Caravana Palavra de Paz registrados pelo GLOBO em Belford Roxo e Cabo Frio. Segundo ela, os eventos caracterizam campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico e de meios de comunicação.

Silvana entrará esta semana com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) contra o ex-governador.

Ex-governador afirma que caravanas não são para plataforma eleitoral

Garotinho nega, por sua vez, que a Caravana Palavra de Paz tenha plataforma política para beneficiá-lo nas eleições de outubro. O ex-governador diz estar sendo perseguido:

- Esse evento existe há vários anos. Os cantores podem falar o que quiser. Eu não pedi voto a ninguém. Nós apenas louvamos contra a prática do homossexualismo (sic) e não contra os homossexuais. É uma prática condenada pelas igrejas católicas e evangélicas. Em relação aos políticos, digo que todos os partidos são convidados, sem discriminação.

Garotinho tem dois programas diários nas rádios Melodia e Manchete. Os programas são retransmitidos para 60 rádios no estado. Neles, o pré-candidato distribui dinheiro para os ouvintes que acertarem perguntas relacionadas à Bíblia. Os valores chegam a R$ 500 por participante. O ex-governador atua ainda em cultos da Assembleia de Deus, que já teve a presença da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PMDB), e do pastor Manoel Ferreira, pré-candidato ao Senado pelo PR.

Ativista mineiro contou sua história de Vida em ‘Viver a Vida’

abril 22, 2010

A Rede Globo exibiu no final do capítulo de ‘Viver a vida’ desta quarta-feira, 21/04, o depoimento do ativista homossexual Oswaldo Braga.

Marco Trajano e Oswaldo Braga (foto: Zine Cultural)

Marco Trajano e Oswaldo Braga (foto: Zine Cultural)

Oswaldo, jornalista e presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), contou sobre o que é viver com medo de assumir na adolescência, de usar de uma persona que ocultava de outras pessoas dos seus sentimentos o que levou a viver como um errustido que chegando desta forma até casamento, tendo dois filhos. Foi somente depois da separação e de viver um tempo na Europa, ficou mais seguro da sua sexualidade e começou a vivencia-la melhor. Hoje, ele está 17 anos casado com o “Marquinhos”, assim ele chama carinhosamente de seu marido, Marco Trajano, a quem ele diz que o ensinou a ser um pessoa verdadeira para “viver um grande amor.”

Ele contou que a sua vitória maior foi ter conseguido o respeito da sua família, menos do seu filho mais velho, mas que tem a esperança de um dia dele aceita-lo.

Oswaldo também contou que sempre sofreu com a homofobia, como uma vez que ele e seu marido tiveram que enfrentar um grupo que saiu de um bar porque estavam incomodados com os dois juntos que só passavam pelo local.

Este foi um depoimento com uma ternura e beleza que deve virar exemplo, não somente para homossexuais que temem em viver plenamente sua verdade, como também para pais que amem, compreendam e aceitem seu filho, não importando sua orientação sexual.

“Nos vivemos hoje uma grande história de amor que tem servido como exemplo para muitos jovens que sonham um dia encontrar um companheiro e construir uma família, mesmo que seja uma família diferente”, diz ele no final do vídeo.


Link do Vídeo

Militares gays se amarram nas grades da Casa Branca

abril 21, 2010
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Veteranos militares gays protestam pela demora de Obama revogar o "Dont't ask, don't tell". (Foto: GetEqual/Divulgação)

Seis militares se amarraram nesta terça-feira, 20/4, nas grades da Casa Branca em protesto para exigir mais rapidez do governo do presidente Barack Obama na revogação da polêmica lei de 1993 “Don’t ask, don’t tell” (“Não pergunte, não conte”), que diz que militares homossexuais não devem declarar sua orientação sexual para não serem punidos.

(Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

(Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

Vestidos com uniformes, os seis militares que se prenderam com correntes e algemas nas grades da Casa Branca mantiveram em silêncio por alguns minutos. Somente Dan Choi quebrou o silêncio, quando pediu que Obama tivesse “uma ação mais efetiva para mostrar uma resolução firme e uma liderança real” para acabar com a lei.

Após 45 minutos, agentes do serviço de segurança cortaram as correntes e levaram os manifestantes detidos.

O protesto foi organizado pela GetEqual, uma entidade que luta pela igualdade e diversidade.


Watch CBS News Videos Online

Ricky Martin: “Tenho orgulho de dizer que sou um homem homossexual”

março 29, 2010
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"I am proud to say that I am a fortunate homosexual man. I am very blessed to be who I am."

O astro do pop latino Ricky Martin assumiu ser gay em uma nota em seu site oficial, nesta segunda-feira (29). “Eu tenho o orgulho de dizer que sou um homem homossexual. Eu sou muito abençoado em ser como sou”, diz o texto.

O cantor, que começou a carreira como membro da boy band Menudos, diz que a decisão de assumir-se gay foi tomada após ter começado a escrever sua autobiografia.

“É um projeto que eu sabia que me traria mais perto do um ponto de mudança na minha vida”, explica no texto. “Algumas coisas eram muito pesadas para eu guardá-las dentro de mim”.

“Muita gente já me disse que ‘não é importante’, ‘não vale a pena’, ‘o seu trabalho desses anos todos vai por água abaixo’ (…). Foram pessoas que eu amo muito que me disseram isso, e por isso decidi viver a minha vida sem contar toda a verdade”, explica Martin.

No texto, o cantor afirma que seus filhos, nascidos em 2008, foram uma das razões da sua declaração. “Viver dessa maneira (sem se assumir) (…) seria diminuir a luz dos meus filhos. (…) Hoje é o meu dia, essa é a minha hora, e esse é o meu momento. Esses anos de silêncio e reflexão me fizeram mais forte e me ensinaram que a aceitação tem que vir de dentro”.

“O que vai acontecer agora?”, pergunta Martin. “Não importa. Eu só posso me concentrar com o que está acontecendo comigo agora. A palavra ‘felicidade’ ganha um novo sentido para mim hoje”.

Martin já havia dado pistas de que faria revelações sobre sua vida pessoal no livro, durante entrevista realizada antes de um show no México, em novembro passado. “Quero lançar meu livro, me serviu muito para desafogar emoções, sentimentos, coisas que vivi. Quero falar do que vivo, sinto, gosto e não gosto. Foi bastante complexo colocar este livro em ordem, porque foi um intenso quebra-cabeças”, disse o cantor, na época.

No segundo semestre de 2008, em agosto, Martin tornou-se pai de gêmeos (gerados em uma barriga de aluguel), tendo revelado imagens dos filhos 4 meses após o seu nascimento. Os nomes das crianças são Valentino e Matteo.

Leia o post original:

“A few months ago I decided to write my memoirs, a project I knew was going to bring me closer to an amazing turning point in my life. From the moment I wrote the first phrase I was sure the book was the tool that was going to help me free myself from things I was carrying within me for a long time. Things that were too heavy for me to keep inside. Writing this account of my life, I got very close to my truth. And thisis something worth celebrating.

For many years, there has been only one place where I am in touch with my emotions fearlessly and that’s the stage. Being on stage fills my soul in many ways, almost completely. It’s my vice. The music, the lights and the roar of the audience are elements that make me feel capable of anything. This rush of adrenaline is incredibly addictive. I don’t ever want to stop feeling these emotions. But it is serenity that brings me to where I’m at right now. An amazing emotional place of comprehension, reflection and enlightenment. At this moment I’m feeling the same freedom I usually feel only on stage, without a doubt, I need to share.

Many people told me: “Ricky it’s not important”, “it’s not worth it”, “all the years you’ve worked and everything you’ve built will collapse”, “many people in the world are not ready to accept your truth, your reality, your nature”. Because all this advice came from people who I love dearly, I decided to move on with my life not sharing with the world my entire truth. Allowing myself to be seduced by fear and insecurity became a self-fulfilling prophecy of sabotage. Today I take full responsibility for my decisions and my actions.

If someone asked me today, “Ricky, what are you afraid of?” I would answer “the blood that runs through the streets of countries at war…child slavery, terrorism…the cynicism of some people in positions of power, the misinterpretation of faith.” But fear of my truth? Not at all! On the contrary, It fills me with strength and courage. This is just what I need especially now that I am the father of two beautiful boys that are so full of light and who with their outlook teach me new things every day. To keep living as I did up until today would be to indirectly diminish the glow that my kids where born with. Enough is enough. This has to change. This was not supposed to happen 5 or 10 years ago, it is supposed to happen now. Today is my day, this is my time, and this is my moment.

These years in silence and reflection made me stronger and reminded me that acceptance has to come from within and that this kind of truth gives me the power to conquer emotions I didn’t even know existed.

What will happen from now on? It doesn’t matter. I can only focus on what’s happening to me in this moment. The word “happiness” takes on a new meaning for me as of today. It has been a very intense process. Every word that I write in this letter is born out of love, acceptance, detachment and real contentment. Writing this is a solid step towards my inner peace and vital part of my evolution.

I am proud to say that I am a fortunate homosexual man. I am very blessed to be who I am.

RM”

“Hello hello, baby… ‘Telephone’ is in the air…”

março 16, 2010

Depois de uma mega festa nesta quinta-feira, dia 11, para a estréia de um quase curta-metragem de Arkelund e Gaga, o clipe ‘Telephone’ é lançado finalmente. Segundo a própria Lady Gaga, este clipe colocaria ‘Bad Romance’ no chinelo. Agora, eu deixo a critério de vocês decidirem se isso é mesmo verdade.

Como Lady adora uma historinha, o clipe tem mais de 9 minutos, e é a continuação de ‘Paparazzi’ o qual termina com a cantora sendo presa, depois de envenenar o namorado (achei digno, ele quase a matou!). Por esse motivo, o início de ‘Telephone’ é com Gaga chegando ao presídio especial para ‘bitchs’. Rolou pegação com as presas, briga… O clipe é um bafafá tremendo. E pra quem não tem conexão muito boa, deixe o video carregando, vai lavar uma louça e volta daqui uns 20 minutos… Pois ele é enooooooorme.

Infelizmente ainda  não saiu o clipe com legenda. Pra quem souber um pouquinho de inglês, que é o meu caso, até consegue entender um basicão. Pois sim, por ser um video grande, contando historinha, você pode imaginar que tem falas sim. Principalmente entre Beyonce e Gaga. Aliás, muito bacana a inspiração do clipe no filme ‘Thelma e Louise’, vocês notaram isso.

E pra encerrar com chave de ouro, o site ‘A Capa’ que publicou o video de ‘Telephone’, também publicou uma paródia do mesmo que saiu na internet, de Ximbica e Nany People. Divertidíssima! Estamos postando aqui pra vocês também darem boas risadas. Graças a Deus, a paródia é bem menor, e você não precisa ir lavar a louça enquanto espera o video carregar. Basta ir fazer um xixizinho básico, ok?

Divirtam-se, queridos!! E dêem suas opiniões, que são mega importantes pra nós!

Segundo casamento gay na Argentina

março 4, 2010
Damián Bernath e Jorge Salazar, segundo casal gay argentino (Foto: Gustavo Ortiz)

Damián Bernath e Jorge Salazar, segundo casal gay argentino (Foto: Gustavo Ortiz)

Damián Bernath e Jorge Salazar, o segundo casal gay que consegue contrair matrimônio na Argentina.

“Casaram, eles estão muito felizes”, disse Maria Rachid, presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (FALGBT). Ela acrescentou que “agora temos que ir até o Congresso para alterar a lei”.

O casal tinha um mandato a favor deles desde 22 de fevereiro, quando a juíza Elena Amada Liberatori de Aramburu, deu a autorização para o casamento. Ela ordenou que fosse dada “absoluta prioridade” nos exames pré-nupciais obrigatórios para que eles pudessem fazer o registro civil.

O prefeito Maurício Macri decidiu não recorrer contra a decisão da juíza e recebeu críticas por parte da igreja e dos setores conservadores.

Este é o primeiro casamento portenho, o segundo na América Latina. O primeiro casamento que foi entre Alex Freyre e José Maria Di Bello foi frustrado em Buenos Aires e acabou acontecendo em Ushuaia.


Link do vídeo

E enquanto isto no Brasil, as homopessoas estão num aguardo sem fim do veredicto do Superior Tribunal da Justiça sobre a ADIN 4.277, já que pelo caminho das leis, o deputado e padre José Linhares apresentou modificações no artigo n° 226, § 3º, da Constituição Federal, fazendo que o Estado só poderá reconhecer como união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar.

Com informações Clarin e Folha Online

Centenas de casais na fila no primeiro dia da união homoafetiva em Washington

março 4, 2010
Darlene Garner, à esquerda, tem o rosto enxugado pela sua parceira, Candy Holmes, depois que o casal obteve sua licença de casamento (foto Jacquelyn Martin / AP Photo)

Darlene Garner, à esquerda, tem o rosto enxugado pela sua parceira, Candy Holmes, depois que o casal obteve sua licença de casamento (foto Jacquelyn Martin / AP Photo)

No dia 3 de março mais de 100 casais homoafetivos procuraram o Tribunal do Distrito de Columbia para solicitar suas licenças de casamento, no primeiro dia legal da união entre pessoas do mesmo sexo de Washington.

Cuc Vu, que mostra sua aliança, conseguiu sua licença de casamento com Gwen Migita

Cuc Vu, que mostra sua aliança, conseguiu sua licença de casamento com Gwen Migita (Foto Mandel Ngan / AFP)

O primeiro casal a chegar ao tribunal, três horas antes da abertura, foi Singjoyla Townsend, 41, e sua companheira há mais de dez anos Angelisa Young, 47. Elas estavam amparadas pelo estatuto de “casal doméstico”, vigente no Distrito de Columbia e que agora se tornará licença de casamento.

Mas a oposição à lei pode apresentar um requerimento perante os tribunais por uma colisão formada por organizações religiosas, igrejas e ativistas da comunidade negra. Com uma população de maioria negra no Distrito de Columbia, a influência das suas igrejas é conservadora em assuntos sobre família e homossexualidade.

Phillip Dunham e Pittinger Allen estão juntos há nove anos (foto Jacquelyn Martin / AP Photo)

Phillip Dunham e Pittinger Allen estão juntos há nove anos (foto Jacquelyn Martin / AP Photo)

O diário “The Washington Post” no seu editorial comentou que “não devem ser menosprezadas as opiniões e sentimentos profundos dos que acham, por razões religiosas ou outras, que o casamento é algo que só pode existir entre um homem e uma mulher”, mas “a história se movimenta em sentido contrário, a favor do reconhecimento de que os homossexuais, da mesma forma que os heterossexuais, têm direito a santificar seu amor em casamento, e que a sociedade se beneficiará quando esse direito se estender universalmente”.

Contagem regressiva… Gaga em Junho!

fevereiro 22, 2010

ladygagabrasil

E pra quem achou que Lady Gaga seguiria os passos de Madonna, e só se apresentaria no Brasil anos depois da carreira começar, se enganou lindamente! Gaga virá ao Brasil com sua turnê ‘The Monster Ball Tour’, se apresentando no Jockey Clube (Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, ainda não se sabe) e no Estádio do Morumbi em São Paulo, nos dias 12 e 13 de Junho, respectivamente. As datas ainda não são oficiais e podem ser alteradas, vamos ficar alertas.

Preparem o coração… E o bolso! Ultimamente os shows internacionais, principalmente os apresentados em Estádios, estão enfiando a faca nos pobres brasileiros. Como o show é só em Junho, vai guardando seu dinheirinho!

A propósito, pra quem pretende dormir em filas pra comprar ingressos, também é bom arrumar suas barraquinhas, e se preparar física e psicologicamente para tal. Pois se os shows forem mesmo só em São Paulo, a galera do resto do Brasil também tem direito de ver, concordam? Já imaginou o tamanho da fila?

Acompanhe aqui no Gay.Com.Br as novidades sobre a nova turnê de Lady Gaga, que estreou em Manchester, no Reino Unido, no último dia 18.

Confira fotos do show em Manchester

Fotos do show em Dublin, no dia 20/02

(Fotos: www.lady-gaga.net)