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Teddy Award celebra universo cinematográfico “queer” em Berlim

fevereiro 21, 2010
Troféu Teddy Award (foto: Barbara Dieti)

Troféu Teddy Award foi desenhada pelo cartunista Ralf Könin (foto: Barbara Dieti)

A bem da verdade, ele mais parece uma ratazana sentada: ombros caídos, barriga grande, corpo em forma de pera, focinho mais comprido do que devia ser, patinhas dianteiras pendendo desleixadas, uma orelha caída. Acima de tudo, a estátua do Teddy Award, criação do cartunista alemão Ralf König, lembra que aqui nada vale ser levado cem por cento a sério, e que a irreverência está sempre na ordem do dia.

Mas, peculiaridades anatômicas à parte, o irresistivelmente simpático símbolo de um dos maiores festivais de cinema queer do mundo tem todo o direito de ser um urso. Nem ameaçador como seu modelo na natureza, nem engraçadinho como um teddy bear de pelúcia, ele descende diretamente do Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Além de evocar um ícone gay corrente, e de ser uma leve piscada de olho para um determinado segmento da cena – a dos homens parrudos, barbados e peludos.

Wieland Speck é o 'Pai dos Teddies' (Foto: Berlinale)

Wieland Speck é o 'Pai dos Teddies' (Foto: Berlinale)

Tudo começou há 30 anos

Em 1980, Manfred Salzgeber assumiu a frente da seção da Berlinale Info-Schau, mais tarde denominada Panorama. Ativista do movimento gay, ele passou a dar maior espaço para os filmes de temática homossexual em sua programação.

Movido pelo desejo de que os filmes pudessem ser discutidos após as apresentações, instituiu cinco anos mais tarde os Nachtcafés, rodadas de debates de que participaram cineastas como Derek Jarman e Gus van Sant. Para tal, Salzgeber contava com o apoio de Wieland Speck, que o sucederia em 1992, mantendo-se na direção no Panorama até hoje e detendo o título “Daddy of the Teddies”.

Em 1987, tornou-se realidade a ideia de um prêmio para filmes de e sobre gays e lésbicas, o Teddy Award. O primeiro laureado foi ninguém menos do que Pedro Almodóvar por A lei do desejo, estrelado por um praticamente desconhecido Antonio Banderas.

O júri era formado por participantes dos Nachtcafés “que viram todos os filmes”, um grupo aberto, intitulado International Gay & Lesbian Film Festival Association (IGLFFA). Sua fundação foi inspirada pela ideia de que o Teddy se projetasse para além da cena gay, proporcionando aos filmes do gênero a presença generalizada, na mídia e no meio profissional, que lhes fora negada até então.

Cinco anos mais tarde, a Berlinale reconhecia oficialmente o Teddy Award, incluindo-o pela primeira vez em sua lista de prêmios. Os concorrentes ao prêmio queer são selecionados a partir do programa do festival internacional, em qualquer uma das seções, desde a Mostra Competitiva ao Berlinale Shorts ou Forum. Duas produções brasileiras fizeram parte da programação em 2010: Os famosos e os duendes da morte e Fucking different São Paulo.

'Postcard to Daddy' revela feridas do abuso sexual (Foto: Internationale Filmests piele Bernlin)

'Postcard to Daddy' revela feridas do abuso sexual (Foto: Internationale Filmfests piele Bernlin)

“Gays against Guido”

A cerimônia de entrega do Teddy é um evento social disputado. Fama, beleza, excentricidade, glamour, excessos de elegância ou de mau gosto: estes e outros são argumentos igualmente válidos para quem quer ver e ser visto.

Patrono do prêmio e presença obrigatória é o afirmativamente homossexual prefeito da capital alemã, Klaus Wowereit. Informal, sem segurança ostensiva ou entourage, ele se misturava perfeitamente ao restante do público da Station Berlin, na noite desta sexta-feira (19/02). Entre incontáveis outras personalidades gays menos conhecidas do público internacional, uma presença marcante foi o irreverente diretor Rosa von Praunheim (Can I be your bratwurst, please?).

De terno azul ciano quase fosforescente, camisa, gravata e chapéu em diversos tons de rosa, e enroscado em seu jovem amante, Von Praunheim ostentava um button amarelo e negro – cuidadosamente enquadrado pelas câmeras de TV – com os dizeres “Gays against Guido”. Trata-se de uma campanha em nível nacional contra o “individual-liberalismo” do atual ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, cujo coming out tardio não serviu para torná-lo mais simpático à comunidade.

Do documentário íntimo a Hollywood

Atriz Jessica Barbosa (d) ao lado de J.D. Tikhomiroff, numa coletiva de imprensa (foto: Fátima Lacerda)

Atriz Jessica Barbosa (d) ao lado de J.D. Tikhomiroff, numa coletiva de imprensa (foto: Fátima Lacerda)

Paralelamente às quatro categorias do Teddy, o vencedor do Prêmio dos Leitores da Revista Siegessäule foi Postcard to Daddy, em que Michael Stock documenta o processo de elaboração psicológica dos abusos sexuais a que foi submetido pelo próprio pai durante anos. Assim como I shot my love, Postcard concorreu simultaneamente como Melhor Documentário. O troféu é uma miniatura da Coluna da Vitória (Siegessäule), monumento histórico de Berlim.

Com imagens em parte oníricas, Open, de Jake Yuzna, Prêmio do Júri, narra o encontro entre Cynthia, um(a) hermafrodita, e Gen e Jay, que cultivam a pandrogenia: através de sucessivas cirurgias plásticas, o casal tenta fundir suas características faciais a ponto de se tornar um único ser.

Como Melhor Curta destacou-se The feast of Stephen, de James Franco. Baseado no poema homônimo do norte-americano Anthony Hecht, o filme ilustra os sentimentos ambivalentes de um jovem homossexual ao observar um jogo de basquete, entre desejo e fantasias de violência. Franco também integra como ator o elenco de Howl, indicado para Melhor Filme do Teddy, e concorrente ao Urso de Ouro da Berlinale.

Numa possível reverência a Hollywood, The kids are all right foi eleito Melhor Longa-Metragem. Dirigidas por Lisa Cholodenko, Julianne Moore e Annette Bening interpretam um casal de lésbicas cujos filhos adolescentes pedem para conhecer seu pai biológico (Mark Ruffalo). Uma premiação recebida com júbilo pela plateia da cerimônia.

Beleza baiana e gênio repudiado

Diretor Werner Schroeter recebeu o Special Teddy Award (Foto: picture-alliance/dpa))

Diretor Werner Schroeter recebeu o Special Teddy Award (Foto: picture-alliance/dpa))

Na categoria Melhor Documentário/Ensaio, o escolhido foi La bocca del lupo, do italiano Pietro Marcello. Na decaída zona portuária de Gênova, ele acompanha uma história de amor inusitada entre Enzo “um siciliano de bigode e coração de ouro” e o transexual Mary.

A entrega deste prêmio proporcionou um extra agradável: a convocação de Jessica Barbosa à cena. A belíssima baiana estrela a produção Besouro, apresentada na seção Panorama Special da Berlinale, reservada a produções independentes de grande porte. Antes de apresentar o documentário vencedor, ela teve oportunidade até de mostrar alguns passos de capoeira no palco da Station Berlin. Mas, nisso, os sapatos altos atrapalharam um pouco.

Nesta 24ª edição da competição, o diretor Werner Schroeter foi contemplado com o Special Teddy Award pelo conjunto de sua obra. Nascido em 1945 na Turíngia, ele é cultuado e abominado, sobretudo por seus experimentos cinematográficos na década de 1970. Segundo palavras de Rainer Werner Fassbinder, citadas pelo escritor Rolf Wondratschek durante sua laudatio: Schroeter é o único gênio que a Alemanha mereceria se não o repudiasse.

Teddy Award foi para “The kids are all right”

fevereiro 21, 2010
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Lisa Cholodenko vence Teddy Award por "The Kids Are All Right" (Foto: Jens Kalaene/Efe)

thekidsareallright_cartazO filme “The Kids Are All Right”, com direção de Lisa Cholodesnko, ganhou o Teddy Award como melhor longa de temática gay neste sábado (20) em Berlim.

“The Kids Are All Right”, com roteiro de Stuart Blumberg e Cholodesnko, conta a história de dois irmãos que decidem encontrar o pai biológico que doou o sêmen para a sua mãe que é lésbica e está casada com outra mulher. Após a chegada do doador, a harmonia da família fica irremediavelmente abalada.

No elenco estão nomes como os de Julianne Moore (“Hannibal” e “Ensaio sobre a cegueira”), Annette Bening (“Os Imorais” e “Beleza Americana”), Mark Ruffalo (“De repente 30” e “Ensaio sobre a cegueira”), Josh Hutcherson (“Zathura: uma aventura espacial” e “Viagem ao centro da terra”) e Mia Wasikowska (“Morte súbita” e “Alice nos país das maravilhas”).

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Primeiro filme de Bollywood com beijo gay

janeiro 23, 2010

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A Bollywood, a Hollywood da Índia, acabou de gravar seu primeiro beijo gay, que segundo o jornal “Telegraph”, seria uma resposta hindu ao filme “Brokeback Mountain”.

O filme “Dunno Y… Na Jaane Kyun” só pode ser rodado depois de uma decisão da suprema corte da Índia que, no ano passado, descriminalizou as relações sexuais entre gays adultos. No entanto, a indústria do cinema e entidades dos direitos gays já estão se preparando para os protestos dos conservadores religiosos.

A liberação d e “Dunno Y… Na Jaane Kyun” representa uma evolução em Bollywood, já que é a primeira vez que dois protagonistas são realmente gays e o relacionamento entre eles é explicitamente sexual.

Foto origem: Bollywood Hungama

Foto origem: Bollywood Hungama

No filme, Kapil Sharma interpreta um esforçado ator que “compromete sua moral” para seguir em frente na indústria do cinema. Sharma disse que inicialmente relutou com as cenas de sexo. “Pensei que eu estava mentalmente preparado, mas, quando a filmagem começou de fato, fiquei nervoso em fazer aquilo na frente da câmera. Eu estava especialmente envergonhado em uma cena de festa gay”, disse o ator.

Um dos principais militantes dos direitos gays, Manvendra Singh, comentou que acredita que o filme provocará protestos quando for liberado. “Poderá haver uma reação, mas contanto que o filme não mostre vulgaridade será uma maneira de sensibilizar o público”.

‘Do Começo ao fim’, pré-estreias no RJ e em SP dia 14

novembro 10, 2009
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'Do Começo ao Fim' em breve (foto: Marcos Costa)

Os cariocas e os paulistanos poderão conferir as pré-estreias pagas do aguardado filme ‘Do Começo ao fim’ no dia 14/11. No dia 27 começa a exibição em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador.

Rio de Janeiro: Cinema Estação Vivo Gávea, sala 1, às 21h40

São Paulo: Cinema Unibanco Arteplex, sala 5, às 21h

Haverá apenas uma sessão e as salas são pequenas, então chegue cedo.

A premiere do filme acontecerá na próxima quinta-feira, 12/11, na abertura do Festival Mix Brasil, mas será apenas para convidados.

Via Blog do Começo ao Fim

Michael Jackson ‘É isso’?

novembro 5, 2009
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O filme gera mais polêmica sobre suposto assassinato do cantor.

Em 28 de Outubro, o filme “Michael Jackson’s This Is It” lotou as salas de cinema do Brasil e do mundo, mostrando cenas dos bastidores e ensaios da nova turnê de Michael, que teria 50 apresentações iniciadas no dia 12 de Julho. Até o dia de sua morte, 25 de Junho, Michael ainda ensaiava com sua equipe, banda e o diretor Kenny Ortega. Porém, já estavam prontos para a viagem a Londres, onde dariam início a turnê de nome “This Is It”, ou em português, “É isso”. Um nome simples, com um significado enorme. Esta seria a turnê de despedida de Michael Jackson dos palcos. Muitos fãs acreditam que ele seguiria uma carreira cinematográfica após essa turnê, mas que, definitivamente, não pararia de trabalhar.

orelhamj4O filme inicia-se com um texto breve, explicando sobre o mesmo, e o porque de estar sendo passado nos cinemas mundiais. Vemos depoimentos dos novos dançarinos, que passaram por testes para participar da nova turnê. E finalmente, ouvimos a voz de Kenny Ortega dirigindo a abertura do show, ao som de “Wanna Be Startin’ Somethin’” grande sucesso do álbum Thriller. Parece incrível ver Michael em seus passos que nunca saíram de moda, sem perder sua agilidade depois de anos. A voz parece um pouco mais cansada, mas intacta. Ao cantar “I Just Can’t Stop Loving You” com sua backing vocal Judith Hill, vemos Michael finalmente soltar sua voz, a qual estava poupando durante os ensaios. Ao fim da canção, ele faz menção disso, brincando com seus dançarinos, dizendo-lhes que não poderia ter cantado “pra valer”.

As imagens que passariam no telão durante o show, seriam em 3D. “They Don’t Care About Us” multiplicou soldados futuristas, com um pôr-do-sol ao fundo. Thriller contou com dançarinos zumbis, um coveiro muito sinistro, e o palco transformado num grande cemitério. Em Smooth Criminal, Michael interage com um filme antigo, e não abandona a coreografia genuína, apresentada no filme “Moonwalker”.

This Is It seria uma grande turnê, com muitos efeitos, telão em 3D e as super coreografias que adoramos assistir milhões de vezes. Porém, quem assistiu a turnê de “Bad”, hoje facilmente encontrada em DVD, gravada em Yokohama, no Japão, vai ver uma grande semelhança com essa nova turnê. Aliás, uma enorme semelhança. Acredito que a inovação estaria nas roupas, nos efeitos e nas imagens do telão. Pois pelo repertório, Michael somente repetiu os seus grandes sucessos. No início do filme, um trecho da entrevista coletiva de Michel, falando sobre a turnê, mostra o cantor dizendo que iria cantar as músicas que os fãs queriam ouvir, e reforça: “Estas serão minhas últimas apresentações”. Mas pra quem gostaria de uma canção inédita, Michael não deixou a desejar. Gravou a música “This Is It”, mesmo nome da turnê. Esta canção encerrou o filme, antecedendo a emocionante “Heal The World”.

mjrehearsal-jrs_0105Agora, vamos o que interessa. Quem assistiu o filme, está até agora se perguntando como Michael conseguia dançar tanto, sem parar, se sentia tantas dores como prega a mídia e o médico particular. Sabemos que a Morfina no sangue faz o individuo relaxar, e por isso não sentir mais dores. Michael não teria condições físicas de dançar depois de ter tomado alguma dose de Morfina, o que nos leva a crer que ele estava sem remédios no corpo enquanto ensaiava, e visivelmente, sem dor. Este fato veio à tona, gerando mais especulações sobre um suposto assassinato, e não um pedido de Michael para ser sedado. Ou devemos acreditar que o filme foi muito bem maquiado e montado, não mostrando “O homem que você não conhecia” como o próprio slogan propõe? O mistério ainda vai ser discutido por anos, pois Michael Jackson é o típico cantor que jamais morrerá e jamais será esquecido. O Rei do Pop vive hoje em cada canto do mundo, talvez mais vivo do que nunca, e nos resta assisti-lo em seus passos malucos e sua voz vibrante, com uma saudade doída e, ao mesmo tempo, gostosa.

Atores pedem para você escolher o cartaz do filme ‘Do começo ao fim’

outubro 21, 2009
Atualização: o perfil oficial do filme no Twitter acabou de anunciar (26/10 ~12h) que o cartaz número 1 foi escolhido pelo público. Os números da votação ficou com 853 votos contra o cartaz n° 2 que recebeu 803.

Os atores do filme ‘Do Começo Ao Fim’ querem sua ajuda para escolher o cartaz oficial do longa que chega as telas das principais capitais brasileiras em 27 de novembro, com pré-estreia no Festival Mix Brasil em 12 de novembro.

Para votar, envie um e-mail para:

cartaz1docomecoaofim_gmail.com
cartaz1docomecoaofim@gmail.com – para escolher o cartaz que o João adora!
cartaz2docomecoaofim_gmail.com
cartaz2docomecoaofim@gmail.com – para escolher o preferido do Rafael!

Depois de mandar seu email com sua escolha, deixe nos comentários sobre o cartaz você mais gostou.

Via CinePop

Drew Barrymore e Ellen Page dão selinho na ‘Marie Claire’

setembro 12, 2009
Drew Barrymore e Ellen Page na revista ‘Marie Claire’

Drew Barrymore e Ellen Page na revista ‘Marie Claire’

As atrizes Drew Barrymore e Ellen Page estão na capa da revista ‘Marie Claire’ norte-americana. No ensaio, elas deram um selinho e são apresentadas como melhores amigas.

Drew Barrymore e Ellen Page na revista ‘Marie Claire’

Elas são estrelas do filme “Whip It”, que conta a história de um time feminino de roller derby, esporte criado nos EUA, que mistura patinação com muito contato físico. Drew estréia no longa como a sua primeira direção nos cinemas.

via Ego