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133 poetas lançam livro coletivo na Bienal de São Paulo

fevereiro 10, 2010

O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2009” é o resultado de um concurso realizado em 2009. Foi mais de 600 poetas inscritos e 133 selecionados para participarem da publicação. O livro será lançado durante a 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Feiras do Anhembi. Dentre os poetas estão 27 baianos, além de portugueses e um americano.

Valdeck Almeida acalentou a ideia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 32 anos Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.

O primeiro livro-filho de poesias, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora.

Valdeck Almeida de Jesus sabe o que correr atrás de editoras e receber não como resposta. Não queria que outros poetas tivessem a mesma falta de sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro.

Confira a lista dos primeiros colocados, os quais receberão um exemplar da antologia, gratuitamente:

  1. Alexandre Tarlei (São Paulo) – poesia: Sou negro
  2. Dora Oliveira (Ipatinga-MG) – poesia: Retrato da República
  3. Vanessa Ratton (Guarujá-SP) – poesia: Cidinha
  4. Fátima Venutti (Blumenau-SC) – poesia: Mortalha
  5. Lílian Porto Silva (Niterói-RJ) – poesia: Faz de conta
  6. Jussára C. Godinho (Caxias do Sul-RS) – poesia: Dia da Consciência Negra: Indignação
  7. André Sesti Diefenbach (Porto Alegre-RS) – poesia: Farrapos
  8. Gabriel Fernando Gómez (Buenos Aires, Argentina) – poesia: Infidelidade
  9. Valéria Victorino Valle (Anápolis-GO) – poesia: Sou Drumundo
  10. Carolina Bottura (Belo Horizonte-MG) – poesia: Pré-matura

Esta edição destacou os poetas abaixo relacionados com Menção Honrosa:

  • Anna Luisa Traiano Mundt (Rio de Janeiro-RJ) – poesia: Realidade
  • Cassiane Schimidt (Gaspar-SC) – poesia: Prematuro
  • Cibele Garcia (Santos-SP) – poesia: Separação
  • Duílio Henrique Kuster Cid (Vitória-ES) – poesia: Naufrago na urbe
  • Eliana Cristina Hencklein (Descalvado-SP) – poesia: Para escrever…
  • Elias Antunes (Goiânia-GO) – poesia: Da realidade
  • Erik de Carvalho Alvarenga (Vargínia-MG) – poesia: Poleiro pobre
  • Fábio Daflon (Vitória-ES) – poesia: Agripina
  • Fabrício Martines Alves (São Paulo-SP) – poesia: Soneto bissexualmente indeciso
  • Gabriel Rolim de Oliveira (Porto Alegre-RS) – poesia: Palhaçadas vazias
  • Geraldo José Sant’Anna (Bebedouro-SP) – poesia: Ébano
  • Grigório Rocha (Salvador-BA) – poesia: Mortalha
  • Isaac Soares de Souza (Pompéia-SP) – poesia: Mundo
  • Karlla Caroline de Oliveira Souza (Jataí-GO) – poesia: Atual dilema shakespeariano
  • Ney Cohen (Belém-PA) – poesia: Esse lixo
  • Rodney Caetano (Curitiba-PR) – poesia: Poema gene
  • Roque Aloísio Weschenfelder (Santa Rosa-RS) – poesia: Alva poesia
  • Rosana Rezende Telles Vaz Diniz (Volta Redonda-RJ) – poesia: Domingo, dia no que não pode
  • Silvana Sampaio (Vitória-ES) – poesia: Moto – perpétuo
  • Sílvia Nascimento (São José do Rio Preto-SP) – poesia: Luta vã
  • Virgínia Marília Candeias Santos Mareco (Alcáçovas, Portugal) – poesia: Falar ou calar?

Outros lançamentos

Além do lançamento citado acima, Valdeck Almeida lançará a coletânea “Antologia do Amor – 2010” e o livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Contos LGBT’s” (este livro homenageia ao escritor e jornalista Jean Wyllys).

Título: “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – 2009” – poesias

Org. Valdeck Almeida de Jesus
Editora: Giz Editorial
Páginas: 215

Onde comprar: Giz Editorial (on-line) ou direto com o organizador.

“Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus” Resultado de Contos LGBTs

janeiro 19, 2010

O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, edição 2009, divulga o nome dos doze contistas selecionados na categoria “Contos LGBTS”.

Os escritores premiados vão ser publicados gratuitamente numa antologia. Cada participante receberá um exemplar gratuito do livro, que deve estar pronto até julho. A coletânea será lançada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 12 a 22 de agosto de 2010, no Pavilhão de Convenções do Anhembi.

Criado em 2005 pelo escritor e poeta Valdeck Almeida de Jesus (*), o prêmio é um dos mais importantes da literatura brasileira, pois tem inscrições gratuitas e dá oportunidade a poetas do Brasil e do Mundo de terem seus trabalhos publicados. Durante as edições passadas, foram lançados mais de 600 novos poetas no mercado editorial. Em 2009 o concurso se expandiu para premiar contistas e poetas mirins.

Os livros são lançados em feiras de livro e em bienais da Bahia, Rio e São Paulo. Em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro, a antologia foi lançada no estande da Giz Editorial e reuniu escritores e poetas do país inteiro.

Confira a lista dos vencedores, por ordem de classificação:

  1. “As cidades” – (Thiago Thomazini)
  2. “Mudar de vida” – (João Manuel da Silva Rogaciano)
  3. “O anjo de Sorocaba” – (Maria da Guia)
  4. “Quaresmeira” – (Benedito Costa Neto)
  5. Monsieur Yeux Bleus – (Priscilla Piuco)
  6. “Os dois rapazes” – (Reinaldo Fernandes)
  7. “Ordens são ordens” – (Floriano Lott)
  8. “Olhos negros” – (Nathalie Gaudêncio)
  9. “Um equívoco da natureza” – (Lucêmio Lopes da Anunciação)
  10. “Adelaide que amava Márcia que amava o mar” – (Nilton Silveira)
  11. “O templo das mãos” – (Felipe Freitag)
  12. “Espera de uma vida” – (José Ricardo Oliveira)

Miss Brasil Gay da Bahia foi sucesso total

novembro 3, 2009

Bagageryer_Spielberg3

Bagageryer Spielberg encantou uma plateia lotada no teatro Vila Velha em Salvador. Às oito em ponto da noite a festa começou com o desfile das candidatas ao título. Concorreram as misses Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rondônia, Amazônia, Ceará e Distrito Federal.

Vestidos deslumbrantes, recheados de criatividade e beleza fizeram o público delirar em aplausos e gritinhos. As “meninas da melhor idade”, como disse a anfitriã, “estavam radiantes de alegria, invejando os corpinhos das misses”. E não era pra menos. Cada uma mais produzida que a outra, numa concorrência acirrada e difícil pelo primeiro lugar. O júri, formado, dentre outros, por Davi Aranha, Julio Cesar Habib e a apresentadora do Globo Esporte, Patrícia Abreu, sofreu para fazer a votação. A cada desfile uma dúvida, um ponto de interrogação. Todas mereciam ganhar, mas apenas uma levaria o troféu.

Trajes típicos vestidos de noite brilharam no palco, em meio aos shows das divas Shirley Valantine; Sfat Auerman; Tanusa Taylor; Lion Schineider; e Aloma, interpretando Diana Ross e Elza Soares. Aloma foi efusivamente ovacionada, pelo belíssimo show e pela comemoração dos seus 60 anos de vida, com um corpo de uma trintona.

RESULTADO

Valdeck Almeida e a Miss Brasil Gay da Bahia 2009, Lavínia Ferrarri

Valdeck Almeida e a Miss Brasil Gay da Bahia 2009, Lavínia Ferrarri

A faixa de Miss Brasil 2009 foi passada por Malu Pinheiro (Miss Brasil 2008) para Lavínia Ferrari, 19 anos, representante do Ceará. A segunda colocada foi a Miss Amazonas, Bruna Keyla e a terceira colocação foi para a Miss Bahia, Patrícia Blair.

Em quarto lugar, a miss Mita Lux, representante do Distrito Federal, levou, ainda, o título de Miss Elegância. O título de Miss Simpatia foi concedido à representante do estado de Minas Gerais.

Foram prestadas homenagens a Ivette Sangalo, com o troféu Carmem Miranda e a vereadora Olívia Santana (PCdoB), com o troféu Microfone de Ouro.

ORGANIZADOR DO MISS

André é um daqueles atores que nascem no picadeiro, como os artistas de circo. Ele aprendeu com a prática. Nunca frequentou uma escola de teatro, de modelo ou dança, como ele mesmo faz questão de declarar. Seu sucesso, no entanto, é evidente. Seu talento, idem. É como o Midas, da mitologia, qualquer evento promovido por Bagageryer Spielberg, sua personagem, é sinônimo de casa lotada.

O nome Spielberg vem de uma loja de um grande shopping de Salvador que André adotou como seu selo, sua marca de artista ímpar e talentoso. André tinha 20 anos quando criou essa marca de sucesso, que invade as noites soteropolitanas, em shows de transformismo, em apresentações para grupos da terceira idade, no Pelourinho Dia e Noite, em disputas de Miss Bahia e Miss Brasil.

TALENTO E SUOR

“Tudo o que o conquistei é fruto do meu trabalho e de muita dedicação”, diz. Prova disso são os shows que fazem sucesso com glamour, plumas e paetês, como é próprio do mundo dos artistas noturnos. Para a realização de cada trabalho André batalha arduamente na busca de parceiros, de patrocinadores. “É difícil, mas no final tudo dá certo”, avalia.

Tanto trabalho foi reconhecido em 2008 pela Câmara de Vereadores de Salvador. André Luís foi homenageado com a medalha Zumbi dos Palmares pela promoção do negro e do homossexual.

Fonte:

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=1902413

http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=1024&num_release=10258

http://www.difundir.com.br/site/c_mostra_release.php?emp=1024&num_release=10258&ori=V

Miss Brasil Gay 2009 da Bahia, 15 anos

outubro 29, 2009

Bagageryer_Spielberg1Bagageryer Spielberg, uma personagem criada pelo queridíssimo André Luís Sousa e Silva é promotora, apresentadora e divulgadora da 15ª edição do concurso de beleza gay. Jean Wyllys é o padrinho da Miss Brasil Gay 2009. O evento acontece dia 02 de novembro, às 20 horas, em plena segunda-feira de Finados, no Teatro Vila Velha, em Salvador (BA).

André é um daqueles atores que nascem no picadeiro, como os artistas de circo. Ele aprendeu com a prática. Nunca frequentou uma escola de teatro, de modelo ou dança, como ele mesmo faz questão de declarar. Seu sucesso, no entanto, é evidente. Seu talento, idem. É como o Midas, da mitologia, qualquer evento promovido por Bagageryer Spielberg, sua personagem, é sinônimo de casa lotada.

O nome Spielberg vem de uma loja de um grande shopping de Salvador que André adotou como seu selo, sua marca de artista ímpar e talentoso. André tinha 20 anos quando criou essa marca de sucesso, que invade as noites soteropolitanas, em shows de transformismo, em apresentações para grupos da terceira idade, no Pelourinho Dia e Noite, em disputas de Miss Bahia e Miss Brasil.

Talento e suor

“Tudo o que o conquistei é fruto do meu trabalho e de muita dedicação”, diz. Prova disso são os shows que fazem sucesso com glamour, plumas e paetês, como é próprio do mundo dos artistas noturnos. Para a realização de cada trabalho André batalha arduamente na busca de parceiros, de patrocinadores. “É difícil, mas no final tudo dá certo”, avalia.

Tanto trabalho foi reconhecido em 2008 pela Câmara de Vereadores de Salvador. André Luís foi homenageado com a medalha Zumbi dos Palmares pela promoção do negro e do homossexual.

SERVIÇO
O quê: Miss Brasil Gay/2009 -15 Anos!!!
Quando: 02 de novembro (2ª – Feira/FERIADO)
Onde: Teatro Vila Velha, Passeio Público, Salvador-Ba
Horário: 20 horas
Preço Único: R$ 30,00 (trinta reais)

“O homem que virou cerveja” é o novo sucesso do poeta de Itararé

setembro 9, 2009

O homem que virou cervejaPrimeiro lugar no “Concurso Valdeck Almeida de Jesus”, o livro de Silas é um mosaico de doze crônicas em que o poeta brinda o leitor com humor inteligente levado a sério – e, muitas vezes, extraído da dor, tal como leite extraído das pedras. A riqueza semântica e a propriedade de retratar cenas do cotidiano com a ‘profunda leveza’ das palavras precisas é a arte de Silas, cuja capacidade de roubar um riso, tocar a emoção ou despertar a consciência crítica do leitor está mais do que provada.

Silas Correa Leite, natural da Estância Boêmia de Itararé-SP, colabora com quase 500 sites brasileiros e do exterior, veiculando seus diferenciados textos críticos, de humor, boêmios, além de ensaios, crônicas e mesmo contos, poemas e artigos humanistas.

“O homem que virou cerveja” é o resultado de um concurso em que brasileiros e estrangeiros fizeram resenhas do livro “Memorial do Inferno – A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, de Valdeck Almeida de Jesus. O prêmio oferecido ao autor da melhor resenha seria, obviamente, o direito à edição e publicação de um livro.

SERVIÇO

O quê: Lançamento de “O homem que virou cerveja”
Onde: XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Estande da Giz Editorial – Entre as ruas “C” e “D”, Pavilhão Laranja
Quando: dia 19 de setembro de 2009, às 16 horas

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VALDECK ALMEIDA DE JESUS nasceu em Jequié, Bahia, em 1966. Jornalista, trabalha, atualmente, como funcionário público, editor de livros e palestrante. Publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Feitiço contra o feiticeiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros. Participa de mais de 30 antologias. É organizador e patrocinador do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005. Expõe seus textos no site GalinhaPulando

Contato com o autor: valdeck2007@gmail.com

Balacubaco: o mais novo bar gay de Salvador

setembro 3, 2009
Cicero Leite e Marcelo Cerqueira

Cicero Leite e Marcelo Cerqueira

Inspirado no CD Balacubaco, de Rita Lee, o empreendedor Cícero Leite investiu em bar destinado ao público gay em Salvador. Trata-se do mais badalado barzinho do bucólico bairro de São Caetano. Com uma programação musical variada, do tecno ao rap, do axé ao “bate queixada”, o Balacubaco inova com shows de transformista, comida deliciosa, cerveja geladíssima e atendimento personalizado. Era tudo o que faltava em Salvador, que na baixa estação fica quase sem opções para o exigente público noturno.

(foto: Valdeck Almeida de Jesus)

(foto: Valdeck Almeida de Jesus)

O bar é simples, singelo, mas de muito bom gosto. O cliente se sente em casa, literalmente. O cardápio é variado, com caldos, petiscos, carnes e outras especiarias. Curioso e sugestivo é o “caldo de pinto”, que é servido em uma tigela acompanhado de molho e limão. Vale a pena experimentar. Além disso, a cerveja é geladíssima, contrastando com o clima “quente” das apresentações de transformistas da noite soteropolitana. Outras estrelas se apresentam ali: Felícia de Buá, Chandelly Houston, Lavínia Castelari, Marta Muller e outras.

O barzinho funcionava no final de linha do bairro. Agora, numa parceria com o GS Bar, apresenta uma nova concepção. De segunda a quinta, ambiente convencional. Nos finais de semana, a galera descolada “se joga” no Balacubaco. Quem chega ao barzinho não pode dizer que não se divertiu ou que não comeu e bebeu do melhor, pois o cardápio é variado e bem preparado. Além de tudo, tem arte exposta nas paredes.

Onde: Entrada da Fazenda Grande, São Caetano – Salvador-BA
Quando: sexta a domingo a partir das 20 hs
Contato: (71) 9127-9196

Concurso de contos LGBTs em homenagem a Jean Wyllys

agosto 28, 2009
Por – Iurirubim

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura, iniciativa que vai escolher contos de temática LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) a serem publicados em uma antologia.

O Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Literatura existe desde 2004. Esta é uma edição especial, dedicada ao universo LGBT, simbolizado pela figura do escritor e ganhador do reality show Big Brother Brasil, Jean Wyllys.

Organizado pelo próprio Valdeck Almeida, o concurso tem inscrição gratuita, que deve ser feita até o dia 30 de novembro. Podem participar contistas com obras já publicadas ou não, desde que a obra enviada seja inédita (veja o regulamento).

Cada autor pode inscrever apenas um conto, que deve ser enviado para o e-mail valdeck2007@gmail.com.

Obviamente, serão desclassificados quaisquer contos que tenham algum tipo de discriminação, homofobia, racismo, preconceito ou menosprezo aos homossexuais.

Os doze melhores contos deverão ser editados em antologia organizada pelo escritor Valdeck Almeida de Jesus, sem ônus para os participantes. Cada autor publicado receberá um exemplar do livro pelos correios.

A edição poderá ser lançada nas bienais internacionais do livro da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, nos primeiros três anos seguintes à publicação.

Além de organizar Prêmios, o próprio Valdeck Almeida já participou de vários concursos e recebeu, em 2008, pela sua “obra literária sobre poesia homoerótica e pela contribuição que vem prestando ao Movimento Homossexual Brasileiro”, o Prêmio Luiz Mott de Cidadania, promovido pelo GLICH – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual.

Diário de Rafinha

agosto 20, 2009
Diário de Rafinha
“Diário de Rafinha – as duas faces de um amor”, de Léo Dragone, será lançado em setembro na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.

As poesias de Léo Dragone eu já conhecia, por ocasião das Antologias que costumo organizar regularmente. Eram poemas de intensa sensibilidade, que se destacaram imediatamente aos meus olhos. O que eu não imaginava era que este jovem e talentoso escritor também se dedicava à complexa arte de escrever romances. Desta forma, surpreendi-me quando Léo me chegou com esta obra nas mãos, para que eu a avaliasse e desse a minha opinião. Dizia ele que não tinha a pretensão de publicá-la – pelo menos não naquela ocasião. Era o “primeiro filho” de sua “gestação literária”, na categoria “romance”. Um “filho” cujo pai ainda não se via pronto para dividi-lo com o mundo. Coisas de início de carreira de jovens escritores, que logo acabam tendo seu talento reconhecido, quando são realmente bons.

No mesmo dia, comecei a ler Diário de Rafinha – As Duas Faces de Um Amor – de cara já me deixei atrair pelo título. E neste mesmo dia cheguei à última página, pois a trama envolveu-me a tal ponto, que não consegui interromper a leitura. Uma trama cativante, daquelas que prendem o leitor desde o primeiro momento, movendo sua curiosidade sempre em direção à próxima página. Quando dei por mim, já estava todo dentro do livro, havia me transportado para a ficção, sem perceber. Deparei-me com uma série de elementos, com grande força de atração e distribuídos entre personagens muito bem marcados, a maioria composta por adolescentes e jovens. Paixão, conflitos, emoções, aventuras, encantos, desencantos, raiva, desejos e sonhos que se desenrolam e se confundem na adolescência – este preâmbulo da vida propriamente dita, onde a história de cada um começa a se inscrever de fato. Tudo desencadeado a partir do nosso polêmico protagonista Rafael, personagem que carrega em si uma extensa matiz onde estão presentes todas as cores do processo existencial: o mal e o bem, mentira e verdade, possível e impossível, sonhos e pesadelos, a máscara e a pele, sombra e luz, força e fraqueza. De uma forma ou de outra, estou certo, Rafael irá atingir o leitor.
O amor e a diversidade sexual são tratados aqui com sutileza única, desencadeando questões contundentes e inevitáveis, cuja resposta ficará por conta do próprio leitor, como por exemplo: “O amor está acima do bem e do mal?”; “Os fins justificam os meios?”; “Até onde o remorso redime?”; “Que tênue linha divide o desejo ardente do amor verdadeiro?”; “Seria a culpa o mais destrutivo dos sentimentos?”, “A eternidade é possível?”, entre tantas outras. O surpreendente final nos leva a uma reflexão profunda e, certamente, despertará em cada leitor as mais diferentes sensações: aceitação, indignação, compaixão ou dúvida. Diferentes histórias e personagens se entrelaçaram para isto, para dar corpo à real essência da obra, que, a meu ver, reside basicamente nas nuances do amor e nas variações que ele assume, dependendo de cada olhar.
Neste momento, Léo já deve ter outros “filhos” no forno, que serão ou não publicados, não importa. Deixemo-los para o futuro e para a sua hora. O que sei agora é que Diário de Rafinha – As Duas Faces de Um Amor terá sempre um significado especial na vida de Léo Dragone. Não apenas por ser o primeiro, mas porque é raro um livro primeiro despertar no leitor tantas e diferentes emoções. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo.
Ao terminar a leitura, procurei o autor para dar-lhe o feedback que ele tanto queria. Sem meias palavras, disse-lhe que engavetar este romance seria um ato de profundo egoísmo. Insisti para que publicasse este “primeiro filho” e me dispus a ajudá-lo no que fosse preciso. A princípio, Léo questionou, resistiu, mas acabou concordando e se apaixonando ainda mais por esse mágico universo dos romances, onde o autor é o único responsável pelo destino de seus personagens.
valdeckalmeidadejesus-250

VALDECK ALMEIDA DE JESUS nasceu em Jequié, Bahia, em 1966. Jornalista, trabalha, atualmente, como funcionário público, editor de livros e palestrante. Publicou os livros Memorial do Inferno: a saga da família Almeida no Jardim do Éden, Feitiço contra o feiticeiro, Valdeck é Prosa e Vanise é Poesia, 30 Anos de Poesia, Heartache Poems, dentre outros. Participa de mais de 30 antologias. É organizador e patrocinador do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, desde 2005. Expõe seus textos no site GalinhaPulando

Contato com o autor: valdeck2007@gmail.com