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Novo clipe da Falsa Gaga!

março 1, 2010

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Enquanto aguardamos ansiosamente pelo lançamento do clipe ‘Telephone’, alguma alma caridosa e envolvida pelas loucuras de Lady Gaga, resolveu fazer seu próprio vídeo clipe, imitando a cantora. E não, não gravou ‘Telephone’. Foi mais além do que isso, e gravou a canção ‘Teeth’, também inédita, do último CD duplo ‘The Fame Monster’.

Este “ser” (homem ou mulher? Vai saber…) foi tão feliz em sua atuação, que misturou perucas e roupas extravagantes, assim como a nossa ‘ídola’. E a pessoa é tão parecida, que dá até raiva! Ou inveja… Não sei. Sei que o clipe ficou divertidíssimo, e quem não conhece muito bem a Gaga, acaba realmente acreditando que é ela. Gostaria de saber o que dirá nossa Lady quando assistir este clipe, o qual ela não gravou!

Confia abaixo desta esta façanha incrível, de alguém tão admirado e envolvido pela Gaga, quanto nós! Com vocês, o clipe não-oficial de ‘Teeth’, da não-oficial Lady Gaga.

Contagem regressiva… Gaga em Junho!

fevereiro 22, 2010

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E pra quem achou que Lady Gaga seguiria os passos de Madonna, e só se apresentaria no Brasil anos depois da carreira começar, se enganou lindamente! Gaga virá ao Brasil com sua turnê ‘The Monster Ball Tour’, se apresentando no Jockey Clube (Em São Paulo ou no Rio de Janeiro, ainda não se sabe) e no Estádio do Morumbi em São Paulo, nos dias 12 e 13 de Junho, respectivamente. As datas ainda não são oficiais e podem ser alteradas, vamos ficar alertas.

Preparem o coração… E o bolso! Ultimamente os shows internacionais, principalmente os apresentados em Estádios, estão enfiando a faca nos pobres brasileiros. Como o show é só em Junho, vai guardando seu dinheirinho!

A propósito, pra quem pretende dormir em filas pra comprar ingressos, também é bom arrumar suas barraquinhas, e se preparar física e psicologicamente para tal. Pois se os shows forem mesmo só em São Paulo, a galera do resto do Brasil também tem direito de ver, concordam? Já imaginou o tamanho da fila?

Acompanhe aqui no Gay.Com.Br as novidades sobre a nova turnê de Lady Gaga, que estreou em Manchester, no Reino Unido, no último dia 18.

Confira fotos do show em Manchester

Fotos do show em Dublin, no dia 20/02

(Fotos: www.lady-gaga.net)

Um BBB mais ‘colorido’

fevereiro 4, 2010

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E mais um ano começa com o super, hiper, mega, ultra, max cultural programa global ‘Big Brother Brasil’. Aquele programa que você fica ‘espiando’ e xeretando a vida alheia, vendo as brigas, vendo as festas, vendo eles coçando o saco o dia inteiro… E tudo pra ganhar uma bolada em dinheiro. Eita país injusto esse. Você pega seu ônibus as 5h da manhã , já lotado e cheio de gente fedida, pra ganhar seu salário mínimo, enquanto um bando de gente faz NADA all the day, pra ficar milionário. Bom, por ser o BBB número 10, é possível que não tenha mais ano que vem, já que a franquia original do programa tem somente 10 edições. Se for mesmo verdade, darei uma festa. Mas enfim, o que eu gostaria de descrever hoje, é sobre os três, talvez quatro, ou talvez cinco dos chamados “coloridos” que estão na casa.

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Um deles é o Sergio. Homossexual assumido (quem assiste o programa, nota claramente, não é?) cujo pai foi na televisão dizer que aceita o filho da maneira como é. Bonito isso. Tem também a Angélica, o famoso Dicesar, que é a Drag Queen ‘Dimmy Kieer’, e pra quem conhece a comunidade “Homofobia – Já Era” no orkut, sabe que a dona é ninguém menos que Elenita, talvez uma das mais polêmicas. A casa foi dividida em grupos, e Elenita não foi pra panela dos ‘coloridos’. Ou ela só luta contra homofobia, sem ser lésbica, ou o grupo dos ‘cabeças’, pra onde ela foi, ficaria desfalcado. Enfim, quem conhece a Elenita pelo orkut, pode nos esclarecer por comentários. Ah, e por último, e talvez o mais absurdo de todos, um homossexual que vai se assumir na metade da edição do programa. Tudo combinado.

o selinho gay de Dicesar e Serginho

Agora me pergunto: Se já está combinado um homossexual se assumir na metade da edição, será que também não foi tudo armado, como todos sempre imaginam que seja, tantos ‘coloridos’ nesse novo BBB? Porque a gente sabe que a Globo, em matéria de homossexualidade, tá com a moral lá embaixo. É beijo gay vetado, é homossexual que casa com mulher… Tá uma zona. Tenho a leve impressão que a emissora está tentando se desculpar por tudo o que já causou, e ao mesmo tempo, se promover. Porque é óbvio que esses ‘coloridos’ estão dando uma audiência tremenda. Na primeira festa, rolou até um selinho entre Dicesar e Sergio. A propósito, Dicesar já é um dos favoritos ao prêmio. E parece que um dia desses, a produção vai tira-lo da casa, para que ele se transforme em Dimmy Kieer, e apresente um show pro pessoal de lá. Fico impressionado como essas informações vazam… Ou seria pura fofoca?

Queridos, meus queridos, nunca neguei que eu acho o cúmulo esse Big Brother. Não julgo as pessoas que participam dele, porque afinal, passar 3 meses sem fazer porra nenhuma, concorrendo a um dinheirão daqueles… Até eu que sou mais tonto, ia lá. Inclusive a Grazi Massafera, que saiu do BBB, foi estudar pra ser atriz, e hoje ta arrasando na TV, e eu a adoro! (#prontofalei). O que acho terrível é a estrutura do programa, fazendo a população cuidar da vida alheia, e chorar sua desgraça. Sim, porque eles têm festas até com cantor internacional, uma festa por semana, piscina, academia… É revoltante. Vocês podem até dizer que estou com dor de cotovelo. Quem sabe seja isso, quem sabe seja a mais pura verdade que digo.

Aos que quiserem assistir esse troço, fiquem vontade. Acompanhem a vida alheia dos ‘coloridos’, e do resto do pessoal.

É só dar uma espiadinha…

MPB só para lésbicas?

dezembro 10, 2009

Roberta Sá numa apresentação recente em São Paulo (foto: Caio Domingues)

Roberta Sá numa apresentação recente em São Paulo (foto: Caio Domingues)

Vamos generalizar as coisas um pouco. Lésbicas adoram MPB e os gays adoram música eletrônica. Como eu disse, estou generalizando. Existem muitas exceções, e eu pude comprova-las com meus próprios olhos numa quinta-feira, dia 19 de Novembro. Lá estava eu, num lugar bem privilegiado, para assistir ninguém menos que Roberta Sá. A Nordestina que virou Carioca já tem um belíssimo espaço demarcado na música brasileira. Ficou conhecida através do extinto programa Global “Fama”, e a partir daí, decolou uma carreira de muito sucesso. Com seus sambinhas modernos, ela fez a cabeça dos amantes da nova MPB, conquistando um público considerável. Confesso que estou tomando partido. Ver o show foi uma experiência incrível. Poucos artistas possuem essa humildade cativante que eu pude presenciar no palco. Sempre com um sorriso belíssimo no rosto, Roberta nos iluminou nesta noite com sua simpatia e carisma, rodando no seu lindo vestido rosa de babados e cantando seus grandes sucessos que levantaram o pessoal da cadeira, botando todo mundo, literalmente, pra sambar.

Mas enfim, o que eu gostaria de citar aqui é a quantidade de gays que eu notei neste show. Muitos! Vi um casal de lésbicas, que aparentavam seus 50 anos, muito bem vestidas e distintas, de mãos dadas e trocando carícias. Coisa linda de se ver! E logo após elas, vi gays e mais gays se sentando e falando, e comentando, e cantarolando canções da nova sambista. Me admirei sim e fiquei feliz. Eu sou um amante declarado da nova e velha MPB (que pra mim não é velha, é clássica), e achei que eu era raro. Hoje eu pude ver que são muitos os gays que também admiram as belas vozes da música brasileira, afastando-se um pouco do tumulto e das batidas altas das boates.

Seria Roberta Sá um novo ícone gay brasileiro? Grandes artistas como Ana Carolina e Zélia Duncan, levantam em seus shows um enorme público homossexual, assim como também fazia Cássia Eller. Pode ser que Roberta Sá ganhe mais público temático. Depois deste show, não me resta dúvida alguma. A propósito, eu citei “público homossexual” para me dirigir agora as mulheres e aos homens também. Nada de me focar somente nas lésbicas. Minha visão mudou completamente e repito: Estou muitíssimo feliz.

Deixando claro que não estou desmerecendo os gays que não gostam muito de MPB, mesmo porque, meu namorado é um deles. Acho que questão de gosto não deve ser discutida. Só queria deixar claro que essa generalização relacionada a música pode ser melhor estudada. Parece que há uma grande mistura, e arrisco a dizer que 50% dos gays brasileiros ouvem também música brasileira. E gostam! Assim como 50% das lésbicas também adoram se jogar numa baladinha.

E você, o que prefere? Por que é que não comenta no fim da página, ao invés de guardar só pra si? Este espaço também é seu, não se esqueça disso. E pra dar uma finalizada bacana, como de costume, vejamos um vídeo de Roberta Sá, interpretando sua mais famosa canção, que já foi tema da novela global “Negócio da China” e agora volta em “Viver a Vida”, chamada “Mais Alguém”.


Link: http://www.youtube.com/watch?v=hZI4VRyuuQs

Mika… Iu No Sucesso!

novembro 16, 2009

mika

É duro fazer comparações. E eu, particularmente, não gosto. Apenas exponho aqui as comparações que já estão sendo feitas pela mídia. Acho que ser artista, mesmo sendo uma pessoa pública, é algo muito pessoal, e torna cada um deles único. Por isso, por mais que vozes sejam parecidas, ou roupas, ou músicas, cada um deles tem seu jeito único de ser. Hoje, falemos sobre um certo libanês, filho de norte-americano com libanesa, firmando-se em Londres. Este é Mika.

Mika mudou-se do Líbano para Paris, com 1 ano de idade. Aos 9 anos, mudou-se para Londres, de onde não saiu mais. Sempre teve grandes influências musicais, desde Ópera de Strauss aos onze anos, Prince, Metálica e até mesmo traços islâmicos, vindos do Oriente Médio. Essa mistureba fez de Mika um artista bastante excêntrico. Porém, não foi fácil pra ele conseguir seu lugar nas paradas de sucesso.

gracekellySegundo as fontes do Wikipédia, Mika tentou entrar para o mercado da música durante cinco anos, em vão. Foi rejeitado por muitas gravadoras, devido ao seu estilo. Acusavam-no de usar músicas que não vendiam. E inspirado por toda essa rejeição, Mika escreveu a canção que seria seu primeiro single, inclusive aqui no Brasil, de nome Grace Kelly.

mika1Sua irreverência só aumentou desde então. Suas canções mirabolantes e cheias de cotidiano, hoje fazem a cabeça de muitos. E foi desde Grace Kelly que as comparações começaram. O alvo da vez foi Freddie Mercury. Não foi só a voz de Mika a ser comparada. Foi, como dizem, o “conjunto da obra”. Quem já viu Mika cantar ao vivo vai ter a sensação de ver um Freddie mais moderno, porém, mantendo o vozeirão e o gingado brincalhão de ser. Queen foi inovador em sua época, graças a irreverência do líder da banda. Parece que essa palavra está em alta… Irreverência…

Mika está com seu segundo trabalho, lançado este ano, chamado “The Boy Who Knew Too Much”. Em 15 de Abril deste ano, ele surpreendeu seus fãs com um show surpresa em Los Angeles, apresentando quatro músicas inéditas, antes do lançamento deste novo álbum. Bacana, vai. Ah, claro! Não podemos esquecer a fatídica pergunta que não quer calar: Is Mika Gay? Eu não sei. Mas também, isso importa?

Agora imaginem só, passar cinco anos na labuta, sem resultado algum. Mika é exemplo de que é possível fazer e cantar a música que gosta. Nossa sorte é que a rejeição das gravadoras não o fez desistir. “Não” é o que vamos ouvir a vida toda. Porém, cabe a nós acreditarmos naquilo que realmente nos é importante, sem preocupação com comentários alheios. Enfim, queridos: mais um grande artista mostrando seu trabalho para o mundo. E volto a repetir, a irreverência está na moda, e tornou-se, de repente, objeto de procura dos produtores musicais. Quer entrar para o mercado da música? Pois então trate de inovar, assim como fez, e ainda faz Mika. Ser comum não vende mais.

Vejam o clipe de We Are Golden, primeiro single do novo álbum.

Um trono para Lady Gaga?

novembro 10, 2009

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Se até Madonna reverencia as inusitadas performances de Lady Gaga, quem somos nós pra dizer o contrário? Suas roupas, sua voz forte, e seus clipes devassos estão fazendo a cabeça dos homossexuais, que já vêem Lady Gaga como novo símbolo gay. É claro que Madonna sempre será a Rainha, não importa o que aconteça. Mas Lady Gaga é, sem dúvida, uma forte concorrente ao trono. Ou seriam dois tronos?

madonna_like_a_prayerMadonna sempre foi uma figura polêmica, principalmente em início de carreira. Citemos as cruzes pegando fogo no clipe Like a Prayer, ou até mesmo o livro proibido “SEX”, que hoje é fácil encontrar pela internet. Em 26 anos de sucesso, foi difícil encontrar alguém que batesse de frente com a Rainha do Pop… Até agora. Britney Spears foi protegida de Madonna por muito tempo, e talvez ainda seja. Mas não sabemos se o fato da cantora fazer playback em seus shows pesou na hora de coloca-las lado a lado para breves comparações.

lady-gaga-colby-o-donis-just-danceFoi então que em 2008, toca nas rádios o single “Just Dance”, com uma letra irreverente e divertida da, até então anônima, Lady Gaga. Com o tempo, ela foi ganhando uma fama desabalada. E como se adivinhasse que seria um sucesso, seu primeiro álbum vem com o nome “The Fame”. Este primeiro trabalho não foi tão aclamado, devido suas canções parecerem iguais e serem difíceis de distinguir, até o momento que viram Lady Gaga nos palcos. Ao vivo, a coisa muda de figura. Com qualquer cantor é assim; ouvir ao vivo te dá mais emoção, e a música aparentemente ‘chatinha’, ganha um poder impressionante. Com Lady Gaga não foi diferente, e arrisco a dizer que o impacto foi muito maior. Com suas roupas extravagantes, Gaga virou um ícone. No VMA desde ano, Madonna fez questão de elogiar a roupa de Gaga, dizendo que ela parecia estar vestida para o Carnaval de Veneza. Pois bem: Madonna encontrou uma “rival” à altura, e sabe muito bem disso. Lady Gaga disse que ficou muito empolgada ao saber que Madonna, uma de suas grandes inspirações, estava em sua platéia. Claro, Madonna também é ser humano, gente. Ela também vira público de vez em quando. Mas sabendo da qualidade de artista que é Madonna, é digno prestar atenção a quem a Rainha está reverenciando.

madonnaladygagaAs polêmicas foram aumentando. Lady Gaga saiu “aos tapas” com Madonna, num dos quadros do famoso programa de comédia “Saturday Night Live”. Antes disso, a grande especulação: Lady Gaga é hermafrodita? Uma cena de Gaga em um show mostrou um certo “volume” entre suas pernas, e essa história deu o que falar. Ela chegou, inclusive, a assumir seus dois sexos em seu Twitter, mas desmentiu dias depois. Katy Perry pronunciou-se, dizendo que Gaga calculou isso, e usou a polêmica pra se promover. Inveja? Vai saber…

Enfim, Se Lady Gaga manterá esse sucesso, ninguém sabe. Mas, sem dúvida, não será esquecida por um bom tempo, e com toda a certeza, esta década ficará marcada por ela.

A seguir, o novo clipe de Lady Gaga, intitulado ‘Bad Romance’. São muitas trocas de roupa, muitos cabelos, coreografias… E um final, digamos, surpreendentemente engraçado.

Link do Vídeo

Michael Jackson ‘É isso’?

novembro 5, 2009
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O filme gera mais polêmica sobre suposto assassinato do cantor.

Em 28 de Outubro, o filme “Michael Jackson’s This Is It” lotou as salas de cinema do Brasil e do mundo, mostrando cenas dos bastidores e ensaios da nova turnê de Michael, que teria 50 apresentações iniciadas no dia 12 de Julho. Até o dia de sua morte, 25 de Junho, Michael ainda ensaiava com sua equipe, banda e o diretor Kenny Ortega. Porém, já estavam prontos para a viagem a Londres, onde dariam início a turnê de nome “This Is It”, ou em português, “É isso”. Um nome simples, com um significado enorme. Esta seria a turnê de despedida de Michael Jackson dos palcos. Muitos fãs acreditam que ele seguiria uma carreira cinematográfica após essa turnê, mas que, definitivamente, não pararia de trabalhar.

orelhamj4O filme inicia-se com um texto breve, explicando sobre o mesmo, e o porque de estar sendo passado nos cinemas mundiais. Vemos depoimentos dos novos dançarinos, que passaram por testes para participar da nova turnê. E finalmente, ouvimos a voz de Kenny Ortega dirigindo a abertura do show, ao som de “Wanna Be Startin’ Somethin’” grande sucesso do álbum Thriller. Parece incrível ver Michael em seus passos que nunca saíram de moda, sem perder sua agilidade depois de anos. A voz parece um pouco mais cansada, mas intacta. Ao cantar “I Just Can’t Stop Loving You” com sua backing vocal Judith Hill, vemos Michael finalmente soltar sua voz, a qual estava poupando durante os ensaios. Ao fim da canção, ele faz menção disso, brincando com seus dançarinos, dizendo-lhes que não poderia ter cantado “pra valer”.

As imagens que passariam no telão durante o show, seriam em 3D. “They Don’t Care About Us” multiplicou soldados futuristas, com um pôr-do-sol ao fundo. Thriller contou com dançarinos zumbis, um coveiro muito sinistro, e o palco transformado num grande cemitério. Em Smooth Criminal, Michael interage com um filme antigo, e não abandona a coreografia genuína, apresentada no filme “Moonwalker”.

This Is It seria uma grande turnê, com muitos efeitos, telão em 3D e as super coreografias que adoramos assistir milhões de vezes. Porém, quem assistiu a turnê de “Bad”, hoje facilmente encontrada em DVD, gravada em Yokohama, no Japão, vai ver uma grande semelhança com essa nova turnê. Aliás, uma enorme semelhança. Acredito que a inovação estaria nas roupas, nos efeitos e nas imagens do telão. Pois pelo repertório, Michael somente repetiu os seus grandes sucessos. No início do filme, um trecho da entrevista coletiva de Michel, falando sobre a turnê, mostra o cantor dizendo que iria cantar as músicas que os fãs queriam ouvir, e reforça: “Estas serão minhas últimas apresentações”. Mas pra quem gostaria de uma canção inédita, Michael não deixou a desejar. Gravou a música “This Is It”, mesmo nome da turnê. Esta canção encerrou o filme, antecedendo a emocionante “Heal The World”.

mjrehearsal-jrs_0105Agora, vamos o que interessa. Quem assistiu o filme, está até agora se perguntando como Michael conseguia dançar tanto, sem parar, se sentia tantas dores como prega a mídia e o médico particular. Sabemos que a Morfina no sangue faz o individuo relaxar, e por isso não sentir mais dores. Michael não teria condições físicas de dançar depois de ter tomado alguma dose de Morfina, o que nos leva a crer que ele estava sem remédios no corpo enquanto ensaiava, e visivelmente, sem dor. Este fato veio à tona, gerando mais especulações sobre um suposto assassinato, e não um pedido de Michael para ser sedado. Ou devemos acreditar que o filme foi muito bem maquiado e montado, não mostrando “O homem que você não conhecia” como o próprio slogan propõe? O mistério ainda vai ser discutido por anos, pois Michael Jackson é o típico cantor que jamais morrerá e jamais será esquecido. O Rei do Pop vive hoje em cada canto do mundo, talvez mais vivo do que nunca, e nos resta assisti-lo em seus passos malucos e sua voz vibrante, com uma saudade doída e, ao mesmo tempo, gostosa.

“Ai coração, to rosa-chiclete com esse preconceito!”

setembro 17, 2009
O ator Marco Pigossi, faz a personagem Cássio, um gay esteriotipado na novela das 19h da Rede Globo

O ator Marco Pigossi, faz a personagem Cássio, um gay esteriotipado na novela das 19h da Rede Globo

Hoje eu gostaria de escrever sobre o comportamento afeminado de alguns gays.

Muitas vezes o homossexual é tão preconceituoso com sua “classe”, que eu fico admirado. E não digo em questão de gosto. Afinal, gosto é gosto, não é preconceito. Falo da discriminação mesmo, de não querer andar perto de gays afeminados. Meu namorado bate o martelo e diz que “todo gay dá pinta”. Eu ainda tenho minhas dúvidas. De qualquer forma, eu não acho justo você se afastar de uma pessoa que tem manias diferentes da sua. Ainda mais se você for gay e essa pessoa também. Vocês deveriam se unir por uma causa só, uma causa bem nobre, aliás. Enfim, na teoria é tudo sempre lindo e fácil. Na prática, não é bem assim.

Conheci pessoas que me admitiram evitar seus próprios amigos, amigos de anos, porque os mesmos ficaram afeminados demais. Com certeza era uma amizade muito forte. Dá pra sentir o poder daqui. Acusam esses amigos de indiscretos e alguns dizem sentir “nojo”. Uma palavra dessas numa frase dessas. Tem sentido? Imaginem como foi pra mim ouvir isso. São muitos os casos, abominando essa cultura gay criada, com todas essas baladas, as roupas coloridas e cheias de gliter, os cabelos de cor vibrante e as gírias tão famosas, que sempre caem nas graças da esteriotipação. Não preciso comentar pela “enésima” vez a influência da mídia em cima disso. Jogando a imagem do homossexual na lama, com esteriotipações aos montes, com caricaturas monstruosas aparecendo praticamente todos os dias na televisão brasileira.

Minha opinião (afinal, é pra isso que escrevo, right?) é a seguinte: o homossexual afeminado não deve ser discriminado pelo seu jeito de ser, de agir, de pensar, ou qualquer coisa do gênero. E volto a repetir que não estou falando de gosto. Alguns não se atraem por homossexuais afeminados, assim como não se atraem por homossexuais brancos, negros, carecas, cabeludos, gordos, magros etc. Questão de gosto não tem absolutamente nada a ver com o preconceito que cito aqui. Deveríamos olhar pros nossos umbigos antes de julgarmos alguém. E se você é um gay dentro do armário, e tem vergonha do seu amigo afeminado, defenda-o perante sua família e outros amigos. A atitude será muito mais bonita do que fingir que não o conhece, e você se sentirá bem melhor. Sem falar que não perderá um amigo, ou talvez mais. Pensem nisso. Pensem todos nisso.

Heteronormatividade?

setembro 1, 2009

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Mas que diabos de palavra é essa? Esclareçamos, de início: define o homossexual quando começa a ver sua “classe” pela visão de um heterossexual.

Bem, acho que não precisamos citar a sociedade hipócrita na qual vivemos, nem a influência negativa da mídia em relação aos LGBTs, e muito menos as religiões que alegam que “Deus ama os homossexuais, mas condena os seus atos”. Partindo disso tudo, um homossexual pode começar a pensar da mesma forma que a tal igreja, a tal mídia e a tal sociedade citada. E isso pode ocorrer por inúmeros motivos. Um deles é que muitos já estão cansados de tanto preconceito, e acabam cedendo à pressão da família e amigos incompreensíveis. Alguns até casam-se com pessoas do sexo oposto para “fazer bonito”. Destes que se casam, existem os que agüentam até o final da vida, o martírio de não ser feliz no matrimônio, e os que já preferem o relacionamento extra-conjugal, de preferência com alguém do mesmo sexo, que é o que sempre gostou.

Mas existem também, por incrível que pareça, os gays assumidos, bem resolvidos com sua situação, e que ainda assim são parceiros da heteronormatividade. São cabeças moldadas pela sociedade homofóbica, que mesmo gostando de pessoas do mesmo sexo, acham o cúmulo a homoafetividade em público, por exemplo. Alguns alegam que podem haver idosos, outros que podem haver crianças, e que ambos não estão acostumados a ver duas pessoas do mesmo sexo trocando carícias.

Existem também os homossexuais que ainda não se assumiram. Somente assumiram-se para si. Neste caso é até compreensível que se deixem levar pela heteronormatividade. Têm medo da reação da família e amigos, medo do mundo lá fora, medo do que vai encontrar, de como vai participar, do que fazer, de como agir. A classe dos medrosos simplesmente oculta sua opção, não dando palpite em nenhum assunto relacionado à classe LGBT. A outra classe, dos caras-de-pau, adora falar mal dos homossexuais, faz piadinhas, ridiculariza-nos completamente. E a noite, grudam na tela de seus computadores em busca de um sexo casual com pessoas do mesmo sexo. É triste. Muitos deles encaixam-se no exemplo do começo do texto, quando citei os casos extra-conjugais.

Que nem os heterossexuais podem se esfregar indecentemente em público, todo mundo já sabe. É cadeia, por atentado ao pudor. Nós gays também sabemos disso. Também somos seres humanos, cabeças pensantes, lemos jornal e sabemos de leis. Não viemos de outro planeta. Porém, não podemos nem andar de mãos dadas, ou trocar um beijinho carinhoso (sem a bendita língua)? Pois existem gays que dizem que não. “Não, não devemos”.

Eu sou obrigado a reforçar meu apelo do último texto postado. Meus queridos, se não sairmos às ruas normalmente com nossos(as) parceiros(as), e não trocarmos carícias em lugares públicos como shoppings e restaurantes, as pessoas desta infeliz sociedade jamais se acostumarão conosco. O ato deve ser corriqueiro, para que não haja mais surpresas, caras de espanto, ou até de nojo. Se gostar de pessoas do mesmo sexo é normal, devemos continuar agindo com normalidade. E aos gays adeptos à heteronormatividade: eu sinto muito, muito por vocês.

Auto-Exclusão

agosto 26, 2009

autoexcluidos

Impressionante como os homossexuais adoram se queixar de que são excluídos, que gostariam de disputar a mesma posição com um heterossexual, que querem os mesmos direitos civis, que querem participar da sociedade… Mas sempre acabam se fechando em seus “clãs”.

Tudo começou quando as boates GLS foram inauguradas, tranqüilizando assim os homossexuais, que morriam de pavor em “soltar a franga” nas baladas, digamos, comuns. Principalmente aqueles que ainda não saíram do armário. Foi uma coisa boa? Até foi. Qualquer um sente-se confortável e acolhido numa boate gay. Até os heterossexuais, acreditem se quiser.

Depois começou toda aquela historinha de encontros LGBTs sempre no mesmo lugar, no mesmo dia da semana e na mesma hora. Uma pontualidade incrível. Tão incrível que os homofóbicos logo acabaram com a festa. Houve gente muito ferida e até morta. Foi o que aconteceu tantas vezes no Bar du Bocage, no bairro dos Jardins em São Paulo, e regiões próximas, nos anos de 2007 e 2008.

Aí criaram-se os restaurantes, os bares, as praças. Tudo criado com muito cuidado e carinho, para que o homossexual não se sentisse mais excluído, para que ele não precisasse esconder seus sentimentos. Mas eu vos pergunto: é realmente por isso que estamos lutando? É essa a liberdade que queremos? São esses os direitos pelos quais fazemos protestos na Parada LGBT?

Parece que estamos aceitando as exclusões naturalmente. A sociedade contorna a situação para “se livrar de nós” e estamos caindo feito patos. Não acredito que desejamos nos excluir numa praça, ou num restaurante, ou numa balada, enquanto as pessoas andam tranquilamente onde querem, fazendo o que querem, sem repressão. Não acredito que tenhamos que marcar reuniõezinhas fixas, somente para estarmos em maior número, caso apareça algum tipo de ameaça.

Queridos, acredito que o nosso poder persuasivo seja quase zero, com quase o mundo todo ainda acreditando que “não é normal ser homossexual”. Também sei que não é nada fácil agüentar os olhares desagradáveis em certos locais públicos, onde você adoraria demonstrar seu carinho pelo (a) seu (sua) parceiro (a), como aquele casal heterossexual ao seu lado. Sei que há medo de sofrer uma agressão física de homofóbicos de plantão. Mas infelizmente, nada conseguiremos nos fechando e nos isolando da civilização. Pois enquanto não houver maior demonstração homoafetiva, as pessoas demorarão muito mais a se acostumarem com o que pra elas, “não é normal”.

Muitos gays até se ofendem com essas atitudes, adquirindo hábitos popularmente chamados de “heterofóbicos”. Mas, deixemos isso pra um próximo texto.