Não estou na foto…
20 set 2009 | por MàssaoUéharaDe: AIDS > Destaques > Brasil > São Paulo > Guarulhos
Mas fiquei feliz em ter presenciado a sessão fotográfica do fotógrafo e artista-plástico Vik Muniz com milhares de cidadãos, muitos soro+ e outros não, realizado na tarde do domingo, 20/09, num ginásio na cidade de Guarulhos-SP.
Ao chegar, já que não tinha mais vagas no transporte das caravanas que saíram de vários pontos da Grande São Paulo (Guarulhos, São Paulo, Osasco, Diadema, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Campinas), tive que assinar o termo de consentimento dos direitos de imagens e recebi uma sacolinha com lanches e uma camiseta preta. A organização já estava coordenando as pessoas para sentarem na arquibancada que será o palco das fotografias.
Alguns minutos depois da chegada de algumas autoridades e discursos, Vik sobe numa grua que o eleva a 15 metros do chão. Começava a sessão fotográfica.
O artista brasileiro que vive em Nova York veio especialmente para realizar as fotos no Brasil, a convite do Ministério da Saúde. As fotos farão parte da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que acontece no dia 1° de dezembro.
O tema das fotos foram beijos, de casais gays, hétero, de um beijo de uma criança na sua mãe soropositiva, além de auto-retratos do fotógrafo. Segundo Vik o beijo trata-se de uma imagem forte, algo ambígua e com um componente físico que remete à intimidade e ao amor. O beijo também foi uma redenção do artista, pois no auge da paranóia da Aids nos anos 80, o medo prevalecia com relação aos adoentados, já que não sabia direito as formas de contágio. Foi quando Vik teve que visitar um dos seus melhores amigos em fase terminal no hospital. “Pela minha ignorância, tive medo de beija-lo. Sofro com isso até hoje.”
De um momento especial na vida do artista, também deve ter sido a visibilidade que essas fotos dará aos soropositivos para a sociedade em geral, uma boa oportunidade para desmitificar preconceitos com relação como ela vai tratar com esses cidadãos.
Se eu estava feliz ali, creio que a maioria dos participantes estava com um misto de orgulho e alegria também. As pessoas estavam alegres, tiravam fotos, faziam poses com seus amigos, dançavam e batiam palmas cadenciadas para Vik dentro da grua. Aliás um grupo dos rapazes do exército provocou palmas, gritos e assobios quando se dirigiram para a arquibancada.
Digo-te, foi muito bom estar presente ali.

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Puxa, que emocionante deve ter sido.
Muito legal, a visibilidade também é importante para acabar com esse medo preconceituoso da nossa socidade, os soropositivos não são nenhum monstro, são seres humanos, são nossos irmãos